Reflexões,  Vida real

Só Tatiana, e está bom demais

Quantos rótulos carregamos por aí? Bom, quando era mais nova eu gostava mesmo era de encher a boca para falar que era “cabeleireira, maquiadora, fotografa, blogueira, secretaria, namorada, minimalista, vegetariana” etc etc etc. Hoje percebo como isso é perda de tempo. Não quero mais provar nada para ninguém.

Uma das minhas muitas fotos tiradas com a minha “super” câmera, mas que não me tornam nada especial.

Hoje enxergo que tudo isso são facetas. Sim, eu fiz todos os cursos e recebi os diplomas (ou não) que me garantiriam todos esses rótulos. Mas eu tenho uma maleta cheia de produtos e cartões de visita e atendo a clientes de maquiagem ou cabelo? Não, não tenho mais – porque eu me desfiz dela. Eu passo mais tempo com o rosto grudado atrás da minha câmera, vendo mais o mundo através da minha lente, conheço o nome de todos os fotógrafos que há para se conhecer e ganho a vida pela fotografia? Não, porque acho isso um saco e deixo isso para aqueles que realmente gostam. Então para que serve dizer que sou tudo isso e mais um pouco se existem pessoas que realmente fazem disso um estilo de vida, um ganha pão?

Sono é para os fracos, o que importa mesmo ter um companheiro de aventuras como você! 🙂

Por outro lado, quero eu apenas me definir por essas palavras, pela minha profissão, pelo meu status de relacionamento? Não, não quero. Quero ser uma profissional que cumpre suas demandas, participa de projetos interessantes e se relaciona com outros profissionais – independente do meu curso de formação. Quero ser uma companheira de verdade para esse cara super bacana que me aguenta todos os dias (ou quase, afinal ele precisa de espaço para preservar a sanidade mental dele), que me convida pro churrasco mas garante que vai ter alguma coisinha pra evitar que eu morra de fome, e que depois de todas as brigas ainda vem me falar de passar o resto da vida do meu lado.
Eu não preciso de rótulos. Preciso ser quem sou, respeitar quem sou, e viver cada dia melhor, sem me cobrar por todas as outras coisas que deixei de ser em troca da minha realidade hoje. E que venha o amanhã com todas as experiências que ele trouxer. E que seja livre e desapegado. 🙂

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4 Comments

  • nnt

    Que mania feia essa de se cobrar a provar algo pra pessoas que nem sequer se importam com a gente. Devemos ser quem queremos ser e não o que os outros querem que a gente seja (confuso). Parei de me cobrar com relação a isso a algum tempo e é a melhor coisa viu. Você está no caminho certo. Quem realmente importa são as pessoas que nos aguentam durante o nosso dia. Esses sim merecem chuva de atenção.

    Um abraço,
    http://julietincrisis.blogspot.com.br/

  • Bruna

    Adoei, Tate! Concordo com você… o que fazemos é apenas uma pequena parcela do que a gente é! Por isso quando vou me apresentar aos outros ultimamente não tenho falado sobre profissão… falo quem eu sou, o que eu gosto de fazer… Acho que a sociedade de consumo nos faz pensar que somos o nosso trabalho e estamos longe de ser só isso!

    beijos!

  • Tatiana Lopes

    Concordo tanto com você! É difícil desapegar, ou para mim foi, então é um processo em andamento. Ainda me sinto um pouco sufocada pelo peso desses rótulos, mas um dia tudo vai melhorar!!
    Besos!

  • Tatiana Lopes

    Sabe, eu costumo não falar que sou secretária, pois as vezes me sinto justificando minha escolha profissional por as pessoas a considerarem menor. É péssimo. Concordo com as suas colocações, quanto de nossas atitudes são influenciadas pelo meio em que vivemos?
    Besos!

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